Por onde anda Cafu? Veja como está o capitão do penta
Poucos jogadores brasileiros carregam uma imagem tão marcante quanto Cafu levantando a taça da Copa do Mundo de 2002.
Capitão daquela Seleção Brasileira, o ex-lateral construiu uma carreira marcada por títulos, regularidade e uma disposição impressionante para percorrer o lado direito do campo.
Porém, mais de duas décadas depois do pentacampeonato e muitos anos após pendurar as chuteiras, uma pergunta ainda desperta a curiosidade dos torcedores:
Por onde anda Cafu atualmente?
A resposta mostra que sua ligação com o futebol e com as pessoas não terminou quando ele deixou os gramados.
Hoje, Cafu participa de projetos sociais, ações como embaixador e eventos relacionados ao esporte. A Fundação Cafu, criada para contribuir com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, continua sendo uma das principais iniciativas associadas ao ex-jogador. A CBF também o identifica como participante de ações sociais e atividades como embaixador.
Em 2026, por exemplo, Cafu foi anunciado como embaixador do McDia Feliz, participando da mobilização da campanha voltada ao apoio de projetos de saúde infantojuvenil.
Mas para entender por que Cafu continua sendo uma figura tão respeitada no futebol brasileiro, sobretudo, é preciso voltar algumas décadas.
Antes do penta, vieram as dificuldades
Marcos Evangelista de Morais, o Cafu, nasceu em São Paulo, em 7 de junho de 1970.
Sua trajetória até o futebol profissional não aconteceu sem obstáculos. Antes de se estabelecer como jogador, enfrentou dificuldades no início da carreira até encontrar seu espaço no São Paulo.
Foi justamente com a camisa tricolor que sua história começou a mudar.
Sob o comando de Telê Santana, Cafu fez parte de uma geração histórica do clube. O lateral conquistou títulos importantes e começou a construir as características que o acompanhariam durante toda a carreira: velocidade, resistência física, participação ofensiva e competitividade.
Com o São Paulo, esteve nas conquistas da Libertadores de 1992 e 1993 e do Mundial Interclubes de 1992, entre outros títulos daquele período.
Foi também esse desempenho que abriu definitivamente as portas da Seleção Brasileira.

Da América do Sul para o futebol europeu
Depois de se destacar no Brasil, Cafu também construiu uma história importante no futebol europeu.
Foi na Itália que logo sua carreira ganhou um novo capítulo.
Defendendo a Roma, conquistou o Campeonato Italiano na temporada 2000/01. Sua velocidade e capacidade de percorrer constantemente o corredor direito renderam inclusive o apelido de “Il Pendolino”, tal como uma referência aos trens rápidos italianos.
Depois veio o Milan.
Cafu chegou ao clube em 2003 e continuou aumentando sua coleção de títulos.
Todavia, segundo o próprio Milan, foram 166 partidas pelo clube. Entre suas principais conquistas estão o Campeonato Italiano, a Champions League de 2006/07 e o Mundial de Clubes de 2007.
Mesmo já experiente, contudo o brasileiro continuava mostrando uma das características que definiram sua carreira: uma capacidade física impressionante para apoiar o ataque e voltar para defender.

Cafu e uma história que se confunde com a Seleção Brasileira
Se sua carreira nos clubes já seria suficiente para colocá-lo entre os grandes laterais de sua geração, foi com a camisa da Seleção Brasileira que Cafu entrou definitivamente para a história.
Segundo a CBF, foram 142 partidas pela Seleção. A entidade o reconhece como o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Brasil.
Em Copas do Mundo, seu currículo é ainda mais impressionante.
Cafu participou das edições de 1994, 1998, 2002 e 2006 e entrou em campo em 20 partidas, número que a FIFA registra como recorde entre jogadores brasileiros em Mundiais.
Mas existe um feito ainda mais difícil de repetir.
Um recorde que ninguém conseguiu igualar
Cafu é o único jogador da história a ter disputado três finais consecutivas de Copa do Mundo.
Foram:
1994 — Brasil x Itália
🏆 Campeão
1998 — Brasil x França
🥈 Vice-campeão
2002 — Brasil x Alemanha
🏆 Campeão e capitão
A FIFA reconhece Cafu como o único jogador a ter participado de três finais consecutivas de Copa do Mundo. Em 1994, entrou durante a decisão contra a Itália; em 1998, foi titular contra a França; e em 2002 liderou o Brasil como capitão diante da Alemanha.
São três finais.
Dois títulos mundiais.
E, na última delas, a braçadeira de capitão.
É difícil encontrar uma sequência por exemplo que represente melhor a longevidade de Cafu no mais alto nível do futebol.
2002: o momento que eternizou Cafu
No dia 30 de junho de 2002, Brasil e Alemanha entraram em campo em Yokohama para decidir a Copa do Mundo.
Dois gols de Ronaldo deram ao Brasil a vitória por 2 a 0.
Quando o árbitro encerrou a partida, Cafu estava prestes a protagonizar uma das imagens mais conhecidas da história recente da Seleção.
Como capitão, coube a ele levantar a taça.
Naquele momento, Cafu não representava apenas a equipe campeã mundial. Também carregava consigo suas origens.
Na comemoração, apareceu a referência ao Jardim Irene, região da zona sul de São Paulo onde cresceu, além da famosa homenagem à esposa Regina.
O jogador que havia encontrado dificuldades para conseguir seu espaço no futebol agora levantava o troféu mais importante do esporte como capitão do Brasil.

O último capítulo dentro dos gramados
Depois de uma carreira recheada de títulos, Cafu encerrou sua trajetória profissional no Milan.
Sua passagem pela Itália deixou um legado importante.
Ele conseguiu algo pouco comum: ser campeão nacional por Roma e Milan, dois gigantes do futebol italiano. Com o Milan, ainda conquistou a Europa e posteriormente o mundo.
Quando deixou os gramados, porém, Cafu não desapareceu do universo do futebol.
Sua história começou apenas a assumir outra forma.
Afinal, por onde anda Cafu atualmente?
Hoje, Cafu continua sendo uma presença frequente em iniciativas relacionadas ao futebol e em projetos sociais.
Uma parte importante desse trabalho está ligada à Fundação Cafu, que desenvolve atividades voltadas a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social na zona sul de São Paulo.
A própria CBF destaca esse trabalho e também aponta Cafu como participante de eventos e ações sociais como embaixador.
A influência construída durante a carreira permite que o antigo camisa 2 utilize hoje sua imagem para projetos que vão muito além das quatro linhas.
E 2026 trouxe mais um exemplo disso.
Cafu assume nova missão em 2026
Em 2026, Cafu foi escolhido como embaixador do McDia Feliz, campanha que mobiliza recursos para iniciativas voltadas à saúde e ao bem-estar de crianças e adolescentes.
A participação do pentacampeão foi anunciada pela Casa Ronald McDonald Brasil como parte da mobilização nacional da campanha daquele ano.
É uma função bastante diferente daquela que milhões de brasileiros se acostumaram a vê-lo desempenhar.
Não existem mais cruzamentos pela direita ou finais de Copa do Mundo.
Mas permanecem características que acompanharam Cafu durante boa parte da carreira: liderança, representação e capacidade de mobilizar pessoas.
O legado do eterno capitão
Enfim, quando se fala em Cafu, é natural lembrar primeiro da Copa do Mundo de 2002.
Mas reduzir sua carreira àquela imagem seria deixar de lado uma trajetória muito maior.
Ele foi campeão mundial pelo São Paulo.
Foi campeão italiano por Roma e Milan.
Conquistou a Champions League.
Venceu duas Copas do Mundo com a Seleção Brasileira.
Disputou 20 partidas em Mundiais.
E tornou-se o único jogador da história a entrar em campo em três finais consecutivas de Copa do Mundo.
Décadas depois, seu nome continua associado ao futebol brasileiro.
Só que agora sua missão acontece principalmente fora das quatro linhas.
As chuteiras ficaram para trás. A braçadeira de capitão também. Mas a história de Cafu continua carregando algo que sempre marcou sua carreira: liderança.
Fontes consultadas
- CBF — Cafu faz 55 anos: capitão do penta, símbolo da Seleção e eterno camisa 2 do Brasil
- FIFA — Cafu: The memory of 2002 will stay with me forever
- FIFA — Behind the World Cup record: Cafu
- AC Milan — Marcos Evangelista de Moraes (Cafu): perfil e estatísticas
- Casa Ronald McDonald Brasil — Cafu é o novo embaixador do McDia Feliz 2026







