5 jogadores com mais rebaixamentos no Brasileirão
Grandes títulos, campanhas históricas e disputas que marcaram gerações fazem parte da história do Campeonato Brasileiro. Mas existe também o outro lado da tabela: a luta para escapar do rebaixamento.
Desde o início da era dos pontos corridos, em 2003, diversos jogadores defenderam clubes que terminaram a Série A entre os rebaixados. Alguns, por construírem carreiras longas e passarem por várias equipes, participaram de mais de uma dessas campanhas.
Entre os nomes que mais aparecem nesse levantamento estão jogadores bastante conhecidos do futebol brasileiro, como Edílson, Wilson, Rafael Moura, Nino Paraíba e Henrique Almeida.
Um detalhe importante: estar no elenco de um clube rebaixado não significa que determinado jogador tenha responsabilidade pela queda. A campanha coletiva da equipe durante o campeonato determina o rebaixamento. Aqui, a proposta é apresentar uma curiosidade estatística sobre as trajetórias desses atletas.
Edílson — 5 rebaixamentos
O lateral-direito Edílson aparece entre os jogadores com maior número de quedas no período analisado.
Ele participou de cinco rebaixamentos: Atlético-MG (2005), Athletico-PR (2011), Botafogo (2014), Cruzeiro (2019) e Goiás (2020).
A lista chama atenção pelo tamanho dos clubes envolvidos. Atlético-MG, Botafogo e Cruzeiro, por exemplo, estão entre os clubes tradicionais do futebol brasileiro e viveram temporadas particularmente difíceis nos respectivos anos.
Ao mesmo tempo, Edílson também acumulou conquistas ao longo da carreira. Isso ajuda a mostrar como uma estatística específica pode contar apenas uma pequena parte da trajetória de um jogador.
Wilson — 5 rebaixamentos
O goleiro Wilson também aparece com cinco rebaixamentos no levantamento.
As quedas aconteceram com Figueirense (2008 e 2012), Vitória (2014) e Coritiba (2017 e 2020).
Sua carreira ficou especialmente ligada ao Figueirense e ao Coritiba, clubes pelos quais disputou muitas partidas e se tornou um jogador bastante conhecido das respectivas torcidas.
Assim como acontece com os demais nomes desta lista, o número representa a participação do jogador em campanhas coletivas que terminaram em rebaixamento e não uma avaliação individual de seu desempenho.

Rafael Moura — 6 rebaixamentos
Subindo mais um número no levantamento, encontramos Rafael Moura, conhecido como He-Man.
O centroavante participou de seis campanhas de rebaixamento: Vitória (2004), Paysandu (2005), Goiás (2010), Figueirense (2016), América-MG (2018) e Goiás novamente em 2020.
A passagem pelo Goiás merece destaque porque duas das seis quedas aconteceram durante suas passagens pelo clube, separadas por uma década.
Durante algum tempo, Rafael Moura chegou a ocupar sozinho o topo dessa estatística na era dos pontos corridos. Posteriormente, dois jogadores alcançaram sete campanhas de rebaixamento e ultrapassaram sua marca.
Rafael Moura, entretanto, também construiu uma carreira de destaque no futebol brasileiro, defendendo equipes tradicionais e vivendo momentos importantes como atacante. A estatística dos rebaixamentos, portanto, não resume sua trajetória.

Nino Paraíba — 7 rebaixamentos
A partir daqui chegamos à maior marca apresentada no levantamento.
Nino Paraíba construiu uma carreira extensa no futebol brasileiro, especialmente como lateral-direito, e passou por diversos clubes da Série A.
Segundo levantamento publicado pelo UOL após o Brasileirão de 2023, ele participou de sete campanhas de rebaixamento: Vitória (2010 e 2014), Avaí (2015), Ponte Preta (2017), Bahia (2021), Ceará (2022) e América-MG (2023).
A sequência chama a atenção principalmente pelos últimos anos. Entre 2021 e 2023, Nino participou de três campanhas consecutivas de queda da Série A, defendendo Bahia, Ceará e América-MG.
Apesar dessa estatística incomum, ela representa apenas parte de uma carreira longa no futebol nacional. Nino também viveu períodos importantes nos clubes pelos quais passou e acumulou centenas de partidas como profissional.
Henrique Almeida — 7 rebaixamentos
Nino Paraíba não está sozinho nessa marca.
Henrique Almeida também aparece com sete rebaixamentos no levantamento.
O atacante participou das campanhas de Vitória (2010), Sport (2012), Bahia (2014), Coritiba (2017), Chapecoense (2019 e 2021) e América-MG (2023).
Um detalhe curioso é a presença da Chapecoense duas vezes na lista. Henrique integrou o elenco do clube nas campanhas que terminaram em queda em 2019 e novamente em 2021.
A passagem pelo América-MG em 2023 levou Henrique Almeida à mesma marca de Nino Paraíba. Assim, os dois aparecem com sete campanhas de rebaixamento cada.

Quem aparece com mais rebaixamentos no levantamento?
Depois de percorrer os cinco nomes, chegamos a um empate na maior marca: Nino Paraíba e Henrique Almeida aparecem com sete rebaixamentos cada.
Rafael Moura soma seis, enquanto Edílson e Wilson aparecem com cinco cada.
| Jogador | Rebaixamentos |
|---|---|
| Nino Paraíba | 7 |
| Henrique Almeida | 7 |
| Rafael Moura | 6 |
| Edílson | 5 |
| Wilson | 5 |
Mais do que apontar responsáveis por campanhas ruins, porém, esses números revelam uma curiosidade proporcionada por carreiras longas no futebol brasileiro. Um jogador pode viver títulos, acessos, grandes temporadas e também integrar equipes que não conseguiram permanecer na primeira divisão.
Por isso, devemos interpretar os rebaixamentos dentro do contexto coletivo de cada temporada — e não como uma avaliação individual da qualidade ou da carreira desses atletas.
Uma estatística curiosa da era dos pontos corridos
O futebol brasileiro produz histórias nos dois extremos da tabela. Enquanto o público naturalmente celebra mais os títulos e as classificações, as batalhas contra o rebaixamento também fazem parte da trajetória de clubes e jogadores.
A progressão dos números mostra justamente o que torna esse levantamento tão curioso: Edílson e Wilson aparecem com cinco quedas, Rafael Moura com seis, enquanto Nino Paraíba e Henrique Almeida chegaram a sete campanhas de rebaixamento cada.
São números pouco comuns e que ajudam a contar outro lado da história recente do Campeonato Brasileiro.







