Por onde anda Jardel? Veja como está o ex-artilheiro

Poucos atacantes brasileiros construíram uma relação tão forte com o gol quanto Mário Jardel.

Alto, decisivo dentro da área e especialmente perigoso pelo alto, o centroavante marcou época no futebol brasileiro e se transformou em uma verdadeira máquina de gols em Portugal.

No Brasil, seu nome ficou eternamente ligado ao Grêmio. Na Europa, Jardel brilhou principalmente com as camisas de Porto e Sporting e alcançou uma marca reservada a poucos jogadores: conquistar a Chuteira de Ouro europeia.

Décadas depois daquele período de artilharia, a pergunta permanece entre os torcedores que acompanharam sua carreira:

Por onde anda Jardel e o que o ex-centroavante faz atualmente?

O início e a explosão com a camisa do Grêmio

Nascido em Fortaleza, Jardel passou pelo Vasco antes de viver uma das temporadas mais importantes de sua carreira no Grêmio de 1995.

O atacante tornou-se uma das principais figuras da equipe que conquistou a Copa Libertadores.

Jardel terminou aquela Libertadores como artilheiro, com 12 gols, e sua capacidade de decidir dentro da área ajudou a colocá-lo definitivamente entre os grandes centroavantes daquele período. Segundo o próprio Grêmio, foram 65 gols em 84 partidas pelo clube.

A combinação com jogadores como Paulo Nunes e a força do time comandado por Luiz Felipe Scolari transformaram Jardel em um dos nomes mais lembrados daquela geração gremista.

O desempenho também abriu as portas para aquela que seria a fase mais impressionante de sua trajetória.

De ídolo do Grêmio a máquina de gols em Portugal

Depois de deixar o futebol brasileiro, Jardel encontrou em Portugal o cenário perfeito para suas características.

No Porto, o centroavante construiu números extraordinários e se consolidou como um dos grandes goleadores do futebol português.

Seu desempenho foi tão marcante que Jardel passou a acumular artilharias e títulos, tornando-se uma referência dentro da área.

A primeira Chuteira de Ouro europeia veio na temporada 1998/99. Anos depois, já defendendo o Sporting, o brasileiro alcançaria novamente o topo entre os goleadores do continente. O próprio Grêmio registra as conquistas europeias de 1999 e 2002 em sua página dedicada ao ex-atacante.

O auge no Sporting e a segunda Chuteira de Ouro

Se Jardel já havia demonstrado seu poder de finalização no Porto, sua passagem pelo Sporting produziu outra temporada histórica.

Em 2001/02, marcou impressionantes 42 gols em 30 partidas pelo Campeonato Português. Além da artilharia, ajudou o Sporting a conquistar o campeonato nacional naquela temporada.

O desempenho rendeu a Jardel sua segunda Chuteira de Ouro europeia.

Foi também no Sporting que sua trajetória cruzou com a de um jovem que começava a chamar atenção: Cristiano Ronaldo.

Em entrevista publicada pelo ge em setembro de 2026, Jardel relembrou os treinamentos daquela época e contou histórias de sua convivência com o então jovem português.

Hoje, esse encontro de gerações torna aquela passagem pelo Sporting ainda mais curiosa: de um lado estava um dos maiores goleadores brasileiros de sua época; do outro, um jogador que estava apenas começando uma carreira que entraria para a história do futebol.

Uma carreira que passou por diferentes países

A trajetória de Jardel não ficou limitada a Brasil e Portugal.

O atacante também defendeu clubes como Galatasaray, da Turquia, Bolton, da Inglaterra, e Ancona, da Itália, além de passar por outras equipes ao longo dos últimos anos como profissional. Registros da UEFA documentam, por exemplo, suas passagens pelo Bolton e pelo Ancona no início dos anos 2000.

Na reta final da carreira, Jardel ainda voltou a atuar na Europa. Em 2010, acertou com o Cherno More, da Bulgária.

Era uma fase bastante diferente daquela em que o brasileiro disputava as principais artilharias do continente.

Mas os números construídos no auge permaneceram como parte importante de sua história.

E a Seleção Brasileira?

A carreira de Jardel também carrega uma curiosidade.

Apesar da enorme quantidade de gols marcados por clubes, principalmente na Europa, o atacante nunca conseguiu estabelecer na Seleção Brasileira uma trajetória proporcional ao sucesso que viveu no futebol de clubes.

Ele enfrentou uma concorrência extraordinária por espaço em uma geração que contava com alguns dos principais atacantes brasileiros daquele período.

O próprio Jardel já declarou que não ter disputado uma Copa do Mundo ficou como uma das grandes frustrações de sua trajetória.

Ainda assim, poucos centroavantes brasileiros daquela geração conseguiram alcançar individualmente na Europa o que ele conquistou.

Por onde anda Jardel atualmente?

Atualmente, Jardel está novamente estabelecido em Fortaleza, sua cidade natal.

Aos 53 anos em 2026, o ex-atacante leva uma rotina muito diferente daquela dos tempos de jogador profissional.

Em entrevista ao ge publicada em setembro de 2026, Jardel contou que gosta de reencontrar amigos e continua participando de jogos beneficentes e eventos ligados ao futebol. Poucos dias antes da entrevista, ele havia entrado em campo pela Seleção Cearense Master em uma partida beneficente no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza.

O ex-jogador também mantém atividades profissionais fora dos gramados. Em entrevista concedida ao ge em 2025, contou que administrava uma cafeteria e outros negócios familiares em Fortaleza, além de participar de eventos e desenvolver trabalhos como palestrante.

Jardel também concluiu curso para treinador e mantém ligação com o futebol e com clubes que fizeram parte de sua história. O Grêmio registra que o ex-centroavante participa de eventos relacionados ao clube.

Assim, mesmo longe do futebol profissional, o antigo camisa 9 continua próximo do esporte que o transformou em ídolo.

Jardel e uma geração que não esqueceu seus gols

Para quem acompanhou o futebol nos anos 1990 e no começo dos anos 2000, Jardel representa um tipo de centroavante cada vez mais associado àquela época: presença constante dentro da área, excelente jogo aéreo e enorme capacidade de transformar cruzamentos em gols.

No Grêmio, foi protagonista de uma Libertadores.

Em Portugal, tornou-se um dos grandes artilheiros de sua geração.

E na Europa alcançou duas vezes uma das maiores distinções individuais disponíveis para um goleador: a Chuteira de Ouro.

Hoje, vivendo em Fortaleza e participando de eventos ligados ao futebol, Jardel permanece próximo das lembranças construídas durante uma carreira marcada principalmente por aquilo que sabia fazer melhor:

marcar gols.

Fontes consultadas